- Não que eu duvide da idoneidade do Rogério Ceni, mas não te parece muito estranho ele "se machucar" quando a bambizada tá mal, às vesperas de tomar um coro do Timão quatro meses atrás, e voltar a jogar quando, surpreendemente, a travecada do Morumbi está bem?
- Olha, falando assim, até que me parece coisa bem arquitetada. Mas como não quero pensar mal do rapaz, e nem ser processado por calúnia e difamação, eu diria que, como Zagallo, "aí sim, fomos surpreendidos novamente".
- Aliás, falando em futebol, o novo Messi tá chegando no Timão. Aí, sim, hein!?
- Pois é. Só acho que para o time ficar completo para o ano que vem, na Libertadores, vai faltar um caboclo com o cabelo bem bacana. Na história do Corinthians, nas maiores glórias, sempre tivemos um cabeludo de respeito no elenco. Em 76, Ruço. 77, Luciano Qualhada. Anos 80, Biro-Biro.
- Em 98, 99 e 2001, não tínhamos ninguém com cabeleira.
- Mas tínhamos o Vampeta, que vale mais do que mil cabeleiras. O corte Samurai, diga-se, vale mais do que qualquer outra coisa fanfarrã feita no futebol. Inventar o apelido bambi e rolar ébrio na rampa do Palácio do Planalto, idem.
- O legal é que "corte Samurai" parece nome de jogada de efeito, em que o jogador dá um corte na bola e deixa uns três no chão. Mas, vindo do Vampeta, só podia ser um corte de cabelo mesmo.
- Fato.
- Bom, mas e em 2005, quem era o cabeleira?
- Tínhamos o Cazalberto Nega Maluca, vulgo Carlos Alberto.
- E quem poderíamos trazer para o ano que vem?
- Valderrama ainda está na ativa?
- Acho que só entra em campo para realizar sua décima sétima despedida dos gramados.
- Então teríamos de realizar uma transação milionária e trazer o Ortigoza. Do palmeiras mesmo.
- Sou a favor. Mas se não rolar, uma peruca no Dentinho resolveria. Ia até ficar legal.
- Acho que iria atrapalhar a aerodinâmica dele. Se um cabeludo de verdade pode ter problemas de finalização de cabeça, conforme já provou por A + B o João Saldanha, imagina um falso cabeludo.
- Uma coisa que já reaprei, falando em pêlos, é que jogadores de barba nunca são muito bons.
- E o Hugo de Leon?
- Cavalo.
- E o Trifon Ivanoff?
- Exceção de confirma a regra.
- E Jesus Cristo?
- O Nazareno?
- É.
- Ele era jogador nas horas vagas. De profissão, era Messias. Não conta.
- Falando em barba, tenho uma questão. Por que pessoas dizem que vão "fazer a barba" quando, na verdade, vão apará-la. Elas, na verdade na verdade, não vão fazê-la, mas desfazê-la. Como a língua portuguesa é irônica, não?
- Eu acho isso também. Esses dias eu vi um lava-rápido chamado Sebosos. Irônico, não?
- Bom, aí a ironia não é da língua portuguesa, mas o problema é a burrice do dono do lava-rápido.
- Ou honestidade demais, caso esse lava-rápido seja bem ruim ou ele use banha de porco para lustrar os automóveis.
- Água e sabão são bem mais baratos. Logo, defendo a burrice.
- Mas ele pode ter uma criação de porcos no quintal. Logo, defendo honestidade demais.
- Por que ter uma criação de porcos no quintal? Isso para mim é burrice.
- Se ele herdou e está sobrando banha a tal ponto dele querer lavar carros com ela, é honestidade.
- E falta de educação.
- Por que?
- Honestidade demais é falta de educação.
- Eu não acho.
- Seu bigode é ridículo. Só é menos ridículo que o da sua namorada.
- Hey, que falta de educação.
- Honestidade, meu caro.
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