sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Rei Eduardo e a Bolivianada

- Costela, eu tava aqui pensando que quando você tiver filhos, poderia batizar um deles de Reeduardo. 

- Poder, poderia, Buchabick. Mas pensei também, além de Bruce Willisvelton, que será o primogênito, em batizar um filho de Rei. Seria Rei Eduardo, como o Rei Eduardo da Escócia que também era Rei Eduardo da Inglaterra.

- Estou vendo aqui a capivara do tal Rei Eduardo. Ele era casado com a Leonor de Castela.

- Olha aí, quase uma mulher minha: Leonor do Costela.

- Tem nome de mulher de dono de bar. 

- Repare no nome da filha do Rei Eduardo: Beregenária. Me diga se, com esse nome, tem como ser bonita. Não tem.

- Eu fecho os olhos e vejo a Beregenária como algo próximo ao Bolinha usando uma peruca ruiva.

- Falando em peruca ruiva, hoje passei muito tempo assistindo a um leilão via internet.

- E o que peruca ruiva tem a ver com isso?

- É que eles leiloam de tudo. Cachaça, carro, casa. Leiloaram uma lancha que valia R$ 20 mil e ela saiu por R$ 5 mil.

- Sempre quis uma lancha. Perdi a oportunidade.

- Pois é. Mas parece que sempre rola esse leilão. Fiquei impressionado com a quantidade de coisas e com os preços. Se eu for lá um dia, é capaz de sair montado em um unicórnio rosa.

- Tem até unicórnio sendo leiloado?

- Tem tudo. O único problema é que eles não mostram o produto antes. Só informam as condições. 

- Tem tudo mesmo? Até escravos?

- Então, estou esperando chegar a hora do leilão dos escravos, só para saber quanto tão valendo hoje em dia.

- Se tiverem canela fina, valem bastante.

- Teria que ver os dentes também, mas como eu disse, eles não mostram o produto antes.

- Uma pena.

- Se bem que desconfio que seja tudo boliviano. Aí sai barato.

- Não fala assim. Tenho a maior dó disso.

- Mas eles gostam de ser escravos no Brasil. Não esquenta.

- É, né. Povo trabalhador é outro papo. Quem tinha preguiça eram os índios, que eram também um tanto rebeldes. Aposto que nesse leilão, eles tentam empurrar os índios.

- Tentam sim. Certeza. Até maquiam, botam roupas coloridas nos índios, dão flautinhas e tentam empurrar como bolivianos legítimos.

- Daí o cidadão de bem arremata o escravo e, na esquina, já percebe que comprou índio por boliviano. É só passar em um camelô que o escravo pára, pedindo pro dono comprar espelhinhos.

- Pois então. Já escrava branca, que é bom, só em boutique cara.

- Acho que só em leilão da Oscar Freire. E olhe lá.

2 comentários:

arosfea disse...

Excelente.

Ah, e nem devia ser tão ruim ser escravo, pelo menos eles não tinham que ficar até tarde trabalhando.

Juliano disse...

"- Mas eles gostam de ser escravos no Brasil. Não esquenta."
frase épica essa!